Viagem no tempo... Uma lição de história

El Rei D. Dinis

D. Dinis
D. Dinis

El Rei D. Dinis nasceu em Lisboa, a 9 de Outubro de 1261, falecendo em Santarém, a 7 de Janeiro de 1325. Foi o sexto rei de Portugal, cognominado de “o Lavrador” devido ao enorme apoio que deu à agricultura e também pela plantação do extenso pinhal de Leiria. Pela sua obra literária ficou também conhecido pelo Rei-Poeta.

Filho primogénito de D. Afonso III de Portugal e da infanta Beatriz de Castela, em 1279, com apenas 17 anos subiu ao trono em Lisboa, muito contra vontade de seu irmão o Infante D. Afonso (1263-1312), que reclamava para si a sucessão do trono, alegando que seu irmão nascera antes do casamento dos seus pais ser reconhecido pela Santa Sé e como tal, ainda era considerado em vigor o anterior casamento de seu pai D. Afonso III com D. Matilde de Bolonha.

Contudo só em 1263 se verifica a aceitação papal deste segundo casamento de D. Afonso III, pelo que seria o legítimo herdeiro do trono o primeiro filho que era o Infante D. Afonso.

Esta questão gerou conflitos armados a partir de 1261 com o domínio de D. Dinis, até que por fim acordou com o irmão a cedência de alguns senhorios.

Casou em 1282 com Isabel de Aragão, que se veio a tornar conhecida como a Rainha Santa Isabel.

No seu longo reinado que durou 46 anos (1279-1325) construiu as bases para a evolução cultural, socioeconómica e política, de um país que progressivamente criava consciência da sua identidade nacional, tendo definido as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes.

Entre outros grandes feitos criou a primeira Universidade portuguesa na zona do Largo do Carmo em Lisboa, mais tarde transferida para Coimbra e adotou a partir de então o português como língua oficial da corte e da literatura.

Com a sua política centralizadora, criou inúmeras povoações, castelos, muralhas, igrejas, concelhos e feiras e ordenou a exploração de várias minas, procedendo à exportação da produção excedente para outros países europeus.

TumuloDDinisDesenho

Túmulo de D. Dinis, ilustração de O. Alberto

Em 1308 assinou com a Inglaterra o primeiro acordo comercial português e em 1312 fundou a marinha Portuguesa, ordenando a construção de várias docas.

Grande apaixonado da cultura, impulsionou a tradução de muitas obras para português e ele próprio, um famoso trovador, contribuiu para o desenvolvimento da poesia trovadoresca com a autoria de 73 cantigas de Amor, 51 cantigas de Amigo e 10 cantigas de escárnio e maldizer e ainda com a feitoria da música original para 7 dessas cantigas.

Por tudo isto julga-se ter sido o primeiro monarca do reino verdadeiramente alfabetizado, assinando sempre com o nome completo.

Entre 1320 e 1324 decorreu a guerra civil que opunha o rei ao seu filho Afonso IV, por este crer, que o pai pretendia ceder o trono ao seu irmão Afonso Sanches, visto como o filho favorito de D. Dinis.

Após a morte de D. Dinis, em 1325 sucedeu-lhe por fim o seu legítimo filho, Afonso IV de Portugal, apesar da oposição de Afonso Sanches.

Por sua última vontade deixou escrito em testamento:

“Mando soterrar o meu corpo no meu Mosteiro de S. Dinis de Odivelas, entre o coro e a capela-mor, onde eu mandei fazer sepultura para mim, o qual mosteiro eu fundei e fiz e dotei.”

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